Chineses são contratados para inflar números em redes sociais

Nos dias atuais as maiores preocupações das pessoas são as redes sociais. As pessoas estão cada vez mais ligadas a quantos likes estão recebendo e isso chegou a um novo patamar: ao perceber a enorme necessidade das pessoas de crescer nesse mundo falso de aparências, foram criadas na China algumas “fábricas de likes”.

Mais de 10 mil celulares são utilizados diariamente para a geração desse falso engajamento, que pode ser uma via de mão dupla. Na teoria, quanto mais likes, comentários e compartilhamentos uma postagem consegue, mais pessoas serão atingidas por ela. Mas se as pessoas que estão sendo organicamente alcançadas por aquele conteúdo não forem seu público alvo exato, de que adianta?

Quando esse serviço é utilizado, a realidade deixa de ser um parâmetro, pois tudo que está acontecendo ali, obviamente, não é real. Pessoas estão sendo pagas para elogiar, para curtir, para serem falsas testemunhas de algo que, muito provavelmente, nem conhecem. Segundo um artigo do site “A Gambiarra”, o foco dessas “fábricas” não é só nas redes sociais, mas também sites de vendas, onde produtos recebem avaliações positivas e páginas recebem visualizações, mas novamente: essas avaliações não são de pessoas que realmente compraram e utilizaram aquele produto ou serviço. Elas não são o público alvo dessas lojas e páginas, então qualquer aumento de vendas e visualizações é totalmente irreal e não deve ser considerado.

Não se pode nem mesmo confiar mais nas opiniões vistas nas redes sociais que empresas e pessoas recebem, então talvez aqui caiba até um questionamento um pouco mais filosófico: Por quê? Se não é real, se aquilo são só dados em uma tela, por que isso é tão importante?